A atração, em Belo Horizonte, terá tanques
com 1,2 mil peixes e mais de 40 espécies, entre elas surubim, dourado
e cascudo. Um dos destaques é a área dedicada à reprodução
do Rio São Francisco
Belo Horizonte - Zoologia e botânica se integram em harmonia nas águas
do Rio São Francisco. A beleza encontrada no longo caminho - 2,7 mil
quilômetros da Serra da Canastra, em Minas Gerais, até as terras
nordestinas, na divisa entre Sergipe e Alagoas - está retratada num
cenário que abriga 1,2 mil peixes de 40 espécies, distribuídos
em 22 tanques. A partir de hoje, a população pode conferir
o maior aquário temático do Brasil e conhecer um pouco da cultura,
das histórias e das riquezas do Velho Chico. O novo espaço
da Fundação Zoo-Botânica, em Belo Horizonte, foi inaugurado
ontem.
O aquário da Bacia do São Francisco ocupa uma área
de aproximadamente 3 mil metros quadrados, em dois pavimentos. Os recintos
dos peixes - entre eles pirá, surubim, dourado e cascudo-preto -,
em vários tamanhos e formatos, têm mais de 1 milhão de
litros de água. Uma das principais atrações do complexo é o
Aquário São Francisco. Com capacidade para 450 mil litros de água,
ele representa uma parte do rio, onde o visitante poderá conhecer
uma cenografia que apresenta a margem e o fundo do curso d'água. A
diversidade da fauna e da flora também está presente.
O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), destacou a importância
do contexto socioambiental no qual o projeto está inserido. "Belo
Horizonte está dentro da bacia, pois o Rio das Velhas é um
importante afluente. À medida que as pessoas virem aqui a beleza do
rio, nas suas diversas expressões, vão certamente valorizar
cada vez mais essas ações para tornar o vale do São
Francisco mais bonito", disse.
Revitalização
O presidente da Fundação Zoo-Botânica, Evandro Xavier,
se emocionou durante o discurso. Ele ressaltou que o prédio onde funciona
o aquário será um local de encontro e de conversão à natureza. "As
famílias mineiras poderão conhecer mais nossa riqueza e biodiversidade.
Assim como o Velho Chico é capaz de integrar cidades e regiões,
nosso desejo é que os visitantes sejam multiplicadores do meio ambiente
e, desta forma, consigamos desenvolver as ações que preservem
o rio", afirmou.Lacerda anunciou ainda que a prefeitura está autorizando
investimentos na fundação durante os próximos dois anos.
Serão destinados recursos da ordem de R$ 3 milhões, para reformas
nos recintos dos animais, revitalização e ampliação
da infraestrutura, além da construção de uma entrada
independente para o aquário.
Por enquanto, o que está pronto agradou ao público. A escultora
Leda Selme Dei Gontijo, de 95 anos, e o bisneto dela, o garoto Eduardo Eugênio
Barbosa Nogueira, 9, foram alguns dos convidados para a inauguração.
A moradora de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte,
rasgou elogios ao ver pronto algo que acompanhou de perto, desde o início: "É uma
maravilha e um orgulho para a gente mineira". Outro que se rendeu aos
encantos do aquário foi o menino Arthur Sayde, de 10 anos, morador
do Bairro Anchieta, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. E, para
ele, o motivo foi ainda mais especial: "É a primeira vez que
vejo um peixe vivo".
Fonte: Correio Braziliense (07.03.10)
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