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A orca Tilukum, que matou na quarta-feira a adestradora
Dawn Brancheau, 40 anos, no aquário SeaWorld, em Orlando, nos EUA, chocando o público presente,
não era “ré primária”.
Tilukum, um macho, foi também uma das três orcas que mataram
uma treinadora após ela cair no tanque do aquário Sealand of
the Pacific, em Victoria, no Canadá, em 1991, informou ontem o porta-voz
do Sea- World, Fred Jacobs. O animal, de 5,4 toneladas, esteve envolvido ainda
no caso de um homem que burlou a segurança do SeaWorld e apareceu morto
em 1999.
O relatório da perícia divulgado pela polícia do condado
de Orange apontou que Dawn Brancheau morreu por ferimentos múltiplos
e afogamento. A adestradora acariciava a orca em um tanque do SeaWorld, onde
trabalhava desde 1994, quando foi puxada pelo cabelo para dentro da água.
Conforme a perícia, os colegas de trabalho de Dawn não saltaram
logo na água devido à “natureza agressiva” do animal,
que teve de ser trancado em um tanque menor antes do socorro. As orcas são
popularmente conhecidas como “baleias assassinas”.
Entre as testemunhas do incidente de quarta está o turista brasileiro
João Lúcio de Costa Sobrinho, 28 anos. Ele contou ao jornal Orlando
Sentinel que tirava fotos do interior do tanque ao lado da namorada, Talita
Oliveira, 20 anos, quando percebeu que uma das orcas carregava uma pessoa na
boca.
– Foi terrível. Foi difícil ver a cena – disse o
brasileiro.
Fonte: Zero Hora (26.02.10)
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