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Veja como criar um aquário plantado desde o começo e a partir
dos 5:35 como podar:
Descrição:
* Plantas ditas de caule mole(Cabomba, Egeria, Rotala, Hemianthus, Heteranthera
, Glossostigma, Didiplis, Alternanthera, Polygonum, Limnophila, Myriophyllum,
Ludwigia, Micranthemum, Hydrocotyle, Bacopa, Hygrophila, Potamogeton, Najas,
etc)
Cortar no ponto desejado, imediatamente acima de um nó foliar (onde
o pecíolo foliar ou as folhas se inserem no caule), replantando a parte
superior destacada.
A parte inferior, se mantida no local original, tende a rebrotar, desde que
continue a receber luz e seja deixado um pedaço mínimo com folhas.
* Plantas roseta ( Echinodorus, Cryptocoryne, Aponogeton, Vallisneria, Sagittaria,
Eleocharis, Samolus, Crinum, Cyperus etc)
Deve-se podar apenas as folhas velhas, mais externas na roseta, no pecíolo
foliar (a haste que liga a folha ao rizoma / bulbo) bem junto do rizoma / bulbo.
Folhas cortadas em qualquer ponto de seu comprimento acabam amarelando e morrendo,
ficando bastante anti-estético no aquário. E folhas podadas mesmo
junto da base da planta não rebrotam.
A multiplicação dessas plantas se dá apenas por estolões
(Sagittaria, Vallisneria, Cryptocoryne, algumas Eleocharis e em Echinodorus
pequenas), mudas nascidas no rizoma (Echinodorus, Aponogeton), direto da haste
floral (Echinodorus), cespitosamente (mudas lado a lado, sobre um curtíssimo
rizoma; Eleocharis, Cryptocoryne, Cyperus) ou semente, dependendo da espécie
(muitas apresentam mais de uma dessas formas reprodutivas).
É possível dividir o rizoma de algumas dessas espécies (Cryptocoryne
principalmente), mas sempre com alto risco de perder a muda destacada e também
a planta-mãe (OBS: raízes mais grossas de Cryptocoryne, se podadas
e deixadas na água podem gerar novas plantas).
* Plantas ninfeáceas (Nymphaea, Nymphoides etc)
Tem que ser podadas antes que alcancem a superfície, senão a
planta passa a produzir apenas essa forma de folha flutuante, perdendo as submersas.
Podas estéticas iguais às das plantas de roseta: folhas velhas
e mais externas, no pecíolo junto do rizoma / bulbo.
Folhas de Nymphaea, depois de podadas, não rebrotam, mas as de Nymphoides
sim, basta deixar flutuando em local iluminado.
A reprodução se dá em algumas espécies de Nymphoides
pela formação de mudas na base da folha (no local ou pouco antes
de onde o pecíolo foliar “entra” na folha), por estolão
(algumas Nymphaea), ou por semente (a maioria das Nymphaea).
Semente em Nymphaea só são formadas quando ela floresce, e isso
só acontece quando se permite à planta formar folhas flutuantes.
Não tente dividir bulbo ou rizoma de Nymphaea que só sai desastre… morre
tudo, perde-se a planta.
* Plantas pteridófitas: Existem as pteridófitas em forma de roseta,
como Ceratopteris; essas devem ser podadas como as plantas de roseta, mas suas
folhas, se deixadas flutuando em local iluminado e com nutrientes, formam novas
mudas em sua extremidade — ídem a pteridófitas como Microsorum
(e exceto Isoetes, Bolbitis e Marsilea).
As que apresentam-se com rizomas (caules horizontais de onde brotam as folhas),
como Marsilea, Microsorium e Bolbitis, podem ter seu rizoma dividido para efeito
de multiplicação; podas estéticas devem ser feitas como
nas plantas de roseta (junto dos pecíolos foliares).
As Isoetes possuem pequenos “bulbos”, onde se formam esporos, que
são a única forma de multiplicação além
da multiplicação cespitosa (em forma de moita — mudas novas
ao lado da planta, sem formação de estolhos). Folhas podadas
não rebrotam (exceto Microsorum e a citada Ceratopteris), nem é possível
dividir os bulbos, apenas destacá-los do conjunto formado. Podas estéticas
como nas plantas de roseta.
* Plantas rizomatosas(Anubias, Acorus e Nuphar)
Poda-se esteticamente apenas as folhas velhas, que não rebrotam. Folhas
cortadas em qualquer parte de seu comprimento (incluindo pecíolo foliar)
amarelam e morrem.
A divisão de rizoma pode gerar novas mudas, mas é sempre processo
arriscado — costuma-se cortar a muda nova que tenha no mínimo
4 ou 5 folhas bem formadas.
* Plantas flutuantes geralmente formam mudas laterais, por estolho ou não;
a poda, se necessária, sempre como planta de roseta. Folhas cortadas
em qualquer parte de seu comprimento amarelam e morrem, exceto Ceratopteris,
que gera novas mudas em sua extremidade. Mudas costumam ser formadas por estolhos,
basta destacar depois de bem formadas e com raízes.
* Plantas inferiores (Vesicularia dubyana e musgo de Java); briófitas
(p. ex., Riccia, Ricciocarpus) e algas (p. ex., Chara, Nitella): basta dividir
onde quiser, sobrando uma única célula é o suficiente
para, havendo condições mínimas, gerar uma “nova
planta”.
Fonte: Melhor Peixe (01.02.10)
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