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Os recifes de coral são formados predominantemente por corais rochosos
e sustentados pelo esqueleto de calcário que excretam. Essas florestas
tropicais oceânicas são a casa de um quarto das espécies
de peixes marinhos [fonte: Nature Conservancy]. Além da variedade de vida
marinha que sustentam, os recifes de coral são imensamente benéficos
ao homem, protegendo as regiões costeiras de fortes ondas e tempestades,
oferecendo comida e trabalho a milhões de pessoas e estimulando avanços
na medicina moderna.
Como essas incríveis estruturas são criadas? Como um único
coral, com apenas 3 milímetros de comprimento se torna um recife que
pode se estender por quilômetros e pesar centenas de toneladas? Nesse
artigo, você aprenderá como os recifes de coral se formam, que
tipo de vida eles abrigam e por que os cientistas dizem que podem desaparecer
no próximo século.
Se você já viu corais ramificados abrindo seus ramos como se
fossem galhos de árvores, saberá por que cientistas achavam que
os corais eram plantas. Mas essas criaturas minúsculas e frágeis
são carnívoras, apesar de serem sésseis, ou presas a um
ponto. Como seus parentes, a água-viva e a anêmona do mar no filo
Cnidaria, cada coral individual, ou pólipo, possui células pontudas
e cortantes chamadas de nematocistos que podem ser estendidos e usados para
capturar presas - como zooplânctons ou peixes pequenos.
Embora os antigos cientistas tenham errado, é fácil entender
o porquê. O coral quase podia ser considerado meia planta devido às
algas zooxantelas que vivem dentro das paredes celulares de cada pólipo.
O pólipo recebe das zooxantelas os subprodutos da fotossíntese
e os transforma em proteínas, gorduras e carboidratos. Na verdade, o
pólipo abriga as zooxantelas e fornece o carbono, os nitratos e os fosfatos
que as algas precisam para a fotossíntese. Até 90% da energia
produzida pela fotossíntese das zooxantelas são transferidos
para o coral hospedeiro [fonte: NOAA (em inglês)]. Essa estrutura mutuamente
vantajosa é chamada de simbiose.
Os pólipos de coral também utilizam a energia fornecida por suas
algas simbióticas para produzir carbonato de cálcio, ou calcário.
Eles secretam o calcário de sua base, criando um esqueleto protetor
e uma cavidade chamada de taça. Os pólipos se escondem dentro
da taça quando os predadores saem à sua procura.
Os pólipos raramente existem sozinhos. Geralmente, unem-se a outros
pólipos para formar uma colônia maior que age como um único
organismo. Embora os minúsculos pólipos individuais cresçam
em média de 1 a 3 mm, as colônias podem pesar toneladas. Mesmo
um único coral ramificado compreende milhares de pólipos individuais.
Essas colônias podem se juntar, durante centenas ou milhares de anos,
para formar um recife.
Os recifes crescem de duas maneiras. Uma é para complementar periodicamente
sua base de calcário. Eles simplesmente secretam mais carbonato de cálcio
embaixo e ao redor de sua taça, criando a estrutura do recife e fazendo-o
crescer. Eles também crescem se reproduzindo. Os corais podem se reproduzir
de forma assexuada, dividindo-se e produzindo clones idênticos, ou sexuada,
através de óvulos ou espermatozóides.
De qualquer maneira, novos pólipos de coral se estabelecem no fundo
do oceano até encontrarem uma base firme para se alojar, associando-se
a uma colônia de corais pré-existente ou começando uma
nova. Além de estarem presos pelas bases, os pólipos de coral
se unem uns aos outros lateralmente por um tecido fino chamado de cenossarco.
Os cenossarcos e os pólipos formam a parte viva visível do recife,
enquanto a base de calcário forma a parte sem vida.
Além da luz do sol e da água quente, que não seja abaixo
de 18ºC, os recifes precisam de ambientes de água salgada com uma
salinidade específica. Conforme indicação do mapa, a maioria
dos recifes está localizada nos oceanos Pacífico e Índico,
que atendem a essas condições.
Finalmente, os recifes crescem melhor em águas claras e que tenham poucos
nutrientes. O excesso de material suspenso flutuando na água impede
a passagem da luz do sol necessária para a fotossíntese das algas.
Os recifes podem crescer até 10 cm por ano nas seguintes condições:
•luz em abundância
•á
gua clara
•
temperaturas entre 23 e 29ºC
Em dias ensolarados, o coral pode formar carbonato de cálcio duas vezes
mais rápido do que em dias nublados. Mesmo crescendo 10 cm por ano,
um recife bem desenvolvido pode levar milhares de anos para se formar [fonte:
NOAA].
Apesar de os corais formarem a infra-estrutura dos recifes, estes não
possuem uma única espécie e reúnem uma variedade de plantas
e de animais. A areia de coral é o principal componente. Criada pela
força erosiva das ondas e correntezas contra o calcário e as
conchas de animais, bem como pela trituração dos dentes de certos
peixes, a areia de coral fica presa nas aberturas ao longo do recife. As algas
coralinas incrustadas agem como cola, depositando uma camada dura de carbonato
de cálcio sólido sobre a areia mantendo-a presa no lugar. Juntas,
as algas incrustadas e a areia de coral corrigem áreas danificadas do
recife e ajudam a estabilizá-lo, especialmente em regiões atingidas
com freqüência pelas ondas.
Embora os recifes tenham necessidades e componentes básicos semelhantes,
você pode separá-los em três categorias, dependendo do lugar
onde se formam. Os recifes de franja são os mais comuns. Originam-se
diretamente da costa e se desenvolvem nas margens externas da terra, formando
uma borda que se projeta para fora do oceano. Os recifes de barreira são
semelhantes aos recifes de franja porque também cercam a terra firme,
mas formam uma borda ao longe, com um trecho de água entre eles e a
costa. Os atóis são circulares ou ovais e se formam ao redor
de uma lagoa. Eles surgem quando um recife de franja se forma ao redor de um
vulcão que, depois, recua embaixo da superfície do oceano enquanto
o recife continua crescendo.
Fonte: Blog Fernanda Biologia (02.01.10)
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